| PROGRAMA CORRENTE CIDADÃ |
| MINI HORTA COMUNITÁRIA URBANA |
| COM PRESERVAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MICRO ECOSSISTEMA |
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| SANDRA FAYAD |
| 26/05/2011 |
| RELATÓRIO ELABORADO PELA CIDADÃ SOBRE A CRIAÇÃO, MANUTENÇÃO, REPERCUSSÃO E BENEFÍCIOS ATRAVÉS DA IMPLANTAÇÃO DE PROJETOS DE IDÊNTICA INICIATIVA EM PEQUENOS ESPAÇOS URBANOS OU RURAIS. |
MINI-HORTA COMUNITÁRIA URBANA (BRASÍLIA)
(Com preservação e manutenção de micro ecossistema)
INTRODUÇÃO
A característica principal é a de que pode se transformar em um projeto a ser implantado em qualquer área urbana ou rural, como entrequadras, blocos residenciais ou comerciais, quintais, estacionamentos, sítios.
- A HORTA - ONDE ESTÁ E COMO ELA É
A mini-horta comunitária urbana da 713 Norte, em Brasília, está situada à sombra de uma Mangueira e de um Jambeiro que, no período das safras, satisfaz à comunidade e aos animais silvestres com seus deliciosos e abundantes frutos. Ocupa o terreno contíguo à residência da poetisa Sandra Fayad, com a medição de 8 m de largura X 9 m de comprimento. Seus vizinhos são o prédio do Conselho Federal de Farmácia à frente e dois outros terrenos de mesma dimensão à esquerda e à direita, onde, no entanto, não há aproveitamento para plantio, por opção dos moradores, embora se trate de área pública. Nessa mesma linha, não temos notícias e nem constam registros de outras iniciativas idênticas.
No interior da horta existem mais de oitenta espécies de ervas para chás e condimentos, além de várias espécies ornamentais, tudo distribuído em pequenos canteiros organizados segundo as características físicas das plantas (altura, volume, expansão) e as necessidades individuais de cada uma (luz solar, irrigação, profundidade da raiz, nível de resistência). Há também alguns vasos comuns cuidadosamente preparados com adubação orgânica. Algumas plantas da horta são bastante conhecidas como salsa, coentro, tomilho, almeirão, cebolinha, dente-de-leão, erva-cidreira, guaco, capim santo, mastruço, arruda, comigo-ninguém-pode, espada-de-são-jorge, abre-caminho; outras são consideradas nobres como alfazema, capuchinha, cânfora, macelinha, losna, manjericão, camomila, barba-de-velho, sálvia, babosa, citronela, carqueja, cavalinha, melissa, funcho, poejo, orégano.
Além das plantas, circula no local grande quantidade de pássaros como sabiá-laranjeira, sabiá-da-terra, rolinha, pássaro anu, beija-flor; borboleta, pombo (no inverno), gavião, morcego e também lagartixa. Diariamente, dezenas de moradores e transeuntes não resistem e param no local para admirar o trabalho e o desenvolvimento da flora e da fauna, para ler as mensagens e as poesias que são disponibilizadas no mural ou em garrafas plásticas dentro e ao redor do jardim. São homenagens às plantas e aos animais, descrevendo sua personalidade e preferências, como se fossem pessoas, e que já fazem parte de um livro inédito, intitulado Animais Que Plantam Gente:
“Animais que Plantam Gente é o resultado da vivência da autora aliada à ampla pesquisa sobre a sensibilidade e o comportamento de plantas e animais em extinção. O livro tem o formato de 42 conjuntos (foto, poesia e crônica), que podem ser lidos em grupo ou individualmente e em qualquer ordem. Cada conjunto descreve um animal ou uma planta, destacando sua importância na natureza. O leitor poderá enredar-se em curiosidades como as de que o fruto da Lobeira é a razão de ser da elegância do Lobo-Guará, que a sociedade não vê com bons olhos o comportamento da Ema Fêmea e se divertir com um Show de Lagartixas no Asfalto, enquanto a florzinha do Jambu deixa as mulheres excitadas e confiantes na eficácia da Catuaba e nos poderes do Açaí”.
A ideia da criação da horta gerou outra criação: a de um grupo participativo de apoio e colaboração, onde todos os que se interessam espontaneamente também se beneficiam do que é produzido.
- HISTÓRICO RECENTE
Preparação, Implantação
O espaço disponível - 72 m² - corresponde à parte frontal de uma residência na Quadra 713 Norte, em Brasília, limitada aos fundos pela casa da responsável pela horta, e à frente por calçada para pedestres e rua de trânsito normal de veículos. A área encontrava-se, há mais de quarenta anos, contaminada com entulho e resto de obras (pedras, cimento, ferros, tinta de paredes, tinta de ferragens, vidros, plásticos), portanto totalmente imprópria para agricultura.
O primeiro passo foi a remoção de todo o material misturado à terra e a transformação do solo improdutivo em solo limpo e drenado, terminando com um pequeno período de descanso.
Em seguida, iniciou-se a fase de revitalização da área, através de tratamento da terra (aplicação de matéria orgânica, poda de árvores, melhoria da umidade, combate sem tréguas aos formigueiros e cupinzeiros existentes). Novo descanso.
Como o solo possui uma inclinação de mais de um metro, nos seus nove metros de comprimento, providenciamos o seu nivelamento e a formatação dos canteiros em tamanhos variados, já que as duas árvores frutíferas na área possuem raízes aqui e ali superficiais e até aparentes.
Na sequência, definimos os locais de plantio, de acordo com as exigências de cada tipo de muda ou semente, obedecendo à sua necessidade de sombreamento, luz solar, umidade, capacidade de expansão, considerando também que necessitaria resistir ao excesso de água no período chuvoso (outubro a abril) e à falta de umidade no período da seca (maio a setembro). São duas fases bem antagônicas que afetam diretamente a produção no planalto central.
No pequeno espaço passamos a cultivar de forma permanente cerca de 80 espécies de ervas medicinais e condimentos, além de algumas espécies ornamentais (em canteiro separado). À medida que iam sendo plantadas, fomos identificando-as com plaquetas.
- RELACIONAMENTO COM PÚBLICO
Para melhor interagir com o público e criar um ambiente convidativo à participação dos transeuntes e vizinhos que circulam na área, improvisamos uma pequena decoração e a fixação de um mural com informações sobre as plantas, reportagens na imprensa sobre a Horta Comunitária Urbana (HCU), poesias e textos afinados com a atividade; disponibilizamos formulários para cadastramento voluntário, caixa de correspondência, recipientes para doações, locais para oferta e retirada de mudas e folhagens. Observamos também que era necessário providenciar a proteção das matrizes das plantas mais tenras, bem como das frutas (mangas e jambos) que caiam sobre a calçada e os canteiros, na primavera. Instalamos, então, um telado em forma de cobertura de cabana de índio (apoiado em bambus, posteriormente em barras de ferro cruzado) entre a copa das árvores e o solo.
O relacionamento com a comunidade foi imediato. Os próprios visitantes se encarregavam de procurar a imprensa para registrar o que se passava no local. Assim é que, ao longo de cinco anos, realizaram-se no espaço cerca de dez reportagens e entrevistas com as pessoas envolvidas direta ou indiretamente na atividade.
O apelo à sensibilidade das pessoas resultou na entrega à HCU de plantas abandonadas e doentes para recuperação. Estamos implantando o hospital de plantas e tem surgido demanda para a implementação do hotel para plantas, por parte de pessoas que viajam, reformam suas casas, mudam-se de residência ou ficam temporariamente impedidas de cuidar delas. Estamos analisando esta hipótese.
Na HCU, damos tratamento diferenciado para as plantas doadas. As orgânicas que não admitem uso de agrotóxicos, e as ornamentais que admitem uso de agrotóxicos, ficam separadas, e recebem atenção de acordo com sua origem e antecedentes.
Fazemos vistoria diária com recolhimento de materiais trazidos pelo vento ou depositados na área por transeuntes descuidados, o que tem ficado cada vez mais raro. São sacos plásticos, potes, garrafas, papéis de balinhas ou bombons.
Para conquistar os animais que frequentam a HCU como pombos, sabiás, beija-flores, borboletas, calangos, lagartixas, nós lhes oferecemos alimentos: alpiste, ração, compostos, água para banho e água doce.
- COMPOSTAGEM
Construímos minhocários em três manilhas de 1.000 litros, onde os amigos da horta depositam sobras como cascas de frutas e legumes e folhagens para a alimentação das minhocas, que já produzem considerável quantidade de húmus em uso na HCU em sistema de revezamento.
- PERFIL DOS VISITANTES
Professores de ciências e literatura das escolas próximas ministram aulas externas aos seus alunos no espaço. Pesquisadores, curiosos, adeptos de tratamentos naturais também visitam diariamente o local. Pessoas que apresentam problemas de saúde relacionados a quadros de depressão, ao uso de medicamentos controlados, indefinição profissional ou falta de motivação também convergem para o local em busca de apoio.
- OUTRAS ATIVIDADES CORRELATAS
Adotamos reciclagem de vasos plásticos, de cerâmica e de garrafas pet em três modalidades: transformação em vasos para mudas, delimitação de canteiros (repelente de formigas e cupins) e proteção para o mural.
A HCU produz suas próprias matrizes (sementes e mudas), que são colhidas e transformadas em novas mudas ou canteiros.
Constantemente reavaliamos, readubamos, fazemos rotatividade de cultura. Utilizamos a comunicação visual e desenvolvemos a sensibilidade e a percepção sutil para detecção de necessidades de cada espécie e fazemos o atendimento solicitado pelas plantas.
A irrigação dos canteiros é realizada através de cinco mangueiras tipo “santeno” e a dos vasos e mudas é manual.
Participamos de eventos, realizamos palestras e orientações pré-programadas ou não.
- Resumo biográfico da fundadora da Horta Comunitária:
Sandra Fayad é goiana, candanga, economista, servidora pública aposentada, poetisa; autora em onze coletâneas, em livro solo sobre Plantas e Animais em extinção, em livro de contos do interior de Goiás e em livro de poesias sobre o cerrado brasileiro (ambos em edição); colaboradora e colunista de vários sites e blogs de literatura e do jornal impresso “Diário de Catalão”, onde escreve sobre a fauna e a flora em extinção e ecologia (coluna desativada temporariamente). Tem vasta experiência com o manuseio da terra e plantas medicinais. Foi proprietária do Sítio Capuchinha, onde produzia grande quantidade de mudas de cerca de 60 espécies de ervas para chás e temperos, com um diferencial que lhe deu fama: a adaptação de plantas de outras regiões ao clima do cerrado. Organizou uma mini-horta em um Bloco Residencial na Asa Norte. Defende a ideia de que quem reina é a natureza; nós somos seus súditos e a ela devemos render homenagens.
- HISTÓRICO REMOTO - RELATOS DE INFÂNCIA
Por Sandra Fayad
Até os doze anos de idade, minha vida esteve intimamente ligada ao campo.
Minhas lembranças da última casa da fazenda estão sempre associadas à fartura, aos riscos na convivência com animais silvestres e aos acidentes domésticos.
Lá não faltava comida. Havia sempre carne de aves e peixe de água doce, grãos, ovos, doces, frutas, legumes e verduras, leite e derivados, pães, bolos, biscoitos. Tudo era caseiro e preparado pela mãe, tia, avó. Elas estavam quase sempre na cozinha. Inventavam e trocavam receitas. Às vezes uma fazia doce de goiaba, a outra de mamão. Depois dividiam entre as casas para que tivéssemos variedade.
Matavam galinhas, destroncando-lhes o pescoço ou cortando-lhes a goela. Depois as mergulhavam em água fervente, depenavam e esquartejavam, para o cozimento. Eu sentia repulsa ao cheiro das penas de galinha escaldada e, se me lembrasse da cena, não conseguia comê-la. Quando matavam porco ou vaca, faziam um mutirão, convocando as mulheres da redondeza para ajudar, porque dava muito trabalho preparar tudo no mesmo dia, já que não havia geladeira. Para conservá-las, guardavam as carnes dentro de latões mergulhadas em gordura e enchiam as tripas com carne moída manualmente - virava linguiça. Os miúdos cozinhavam com feijão. Fritavam a pele - virava torresmo. Misturavam as sobras de gordura com soda cáustica em um tacho grande – virava sabão.
Na época de colheita das safras de arroz, feijão, milho, mandioca e algodão também faziam mutirão para preparar farinha, fubá, tecidos e ensacamento para o ano todo. Os homens colhiam as produções e colocavam tudo no paiol ou na casa do monjolo. Vinham então as mulheres e preparavam desde a seleção até o produto final. Às vezes o trabalho demorava uma semana e era bom ver aquele movimento na fazenda. Enquanto trabalhavam, cantavam, contavam causos e faziam miniaturas e bonecos com os produtos para nos agradar.
Havia muitas cobras na fazenda. Para evitar que se aproximassem da casa, papai procurava manter limpo o terreno em volta, mas mesmo assim era comum vê-las passeando pelo quintal e tínhamos que estar sempre atentos para não pisar em nenhuma quando andássemos pelos pomares e pastos um pouco mais distantes. Papai era caçador de cobras e sempre trazia várias espécies delas em sacos amarrados pela boca - e que ficavam pulando no quintal - para encaminhar ao Instituto Butantã, através do meu tio, que passava de caminhonete em direção à cidade.
Uma manhã, após o café, mamãe lembrou-me que era hora de arrumar as camas. Eu gostava daquela tarefa, porque sempre retirava os lençóis e enfiava as mãos pela abertura do colchão de palhas para remexê-las. Isto fazia com os colchões para que ficassem bem altos, permitindo que mergulhássemos na cama quando fôssemos dormir ou mesmo para brincar sozinha de mergulho seco.
Naquele dia, levei um susto enorme. Ao levantar justamente o lençol da minha cama e esticar a mão em direção à abertura, fiquei paralisada. Havia duas cabeças de cobra enroladas na “boca” do colchão. Mas na verdade, tratava-se de apenas uma cobra de duas cabeças. Ela só se mexeu quando comecei a gritar desesperada, acordando-a. Mamãe quando compreendeu o motivo dos meus gritos, pegou uma vassoura e matou-a ali mesmo dentro do quarto.
Outra vez fomos, meu irmão e eu, ao pomar de frutas e legumes rasteiros, que ficava a uns quinhentos metros da casa. O local era cercado com quatro ou cinco fios de arame farpado, para evitar que animais pisoteassem as ramas de melancias, melões, maxixes e abóboras. Quando estávamos chegando à entrada do cercado, vimos passar na nossa frente nada mais nada menos que uma jiboia. Com medo de sermos atacados por ela na saída, ficamos horas dentro do cercado chorando e rezando, até que papai apareceu para nos levar de volta a casa.
Arranhões, quedas de árvores e de lombo de animais ainda não amansados, topadas em pedras, picadas de mosquitos, piolhos e carrapatos eram comuns. Mamãe ficava sempre apreensiva, se não estivéssemos ao alcance dos seus olhos. Sabia que se algo grave nos acontecesse poderíamos morrer antes que o socorro chegasse da cidade. Foi assim com a vovó, que morreu a míngua, após uma picada de cobra cascavel.
O mais gratificante desse tempo eram as cavalgadas pelos pastos na sela de um cavalo baio amansado, que papai reservou somente para nós, crianças.
Ali, eu me sentia forte, poderosa, superior, em perfeita sintonia com a postura elegante do Baião... e livre.
- HORTA – PENDÊNCIAS HOJE
Projetos dependendo de apoio institucional e técnico:
a- Coleta de água das chuvas na área urbana, a partir dos telhados das casas e prédios, com canalização para reservatórios a serem instalados próximo aos locais de cultivo, de onde será distribuída para os pontos de irrigação, através de gotejamento e/ou pulverização, conforme a necessidade de cada área plantada;
b- 1. durante o período da seca, abastecimento do reservatório através de caminhões pipa gratuitamente; ou
2. redução/eliminação da taxa de esgoto do cálculo da tarifa de água potável das residências ou condomínios que mantém horta;
c- Elaboração e implantação de projeto paisagístico padronizado e institucionalizado, sob orientação e supervisão (EMATER?);
d- Implementação de centenas de Hortas Comunitárias Urbanas semelhantes no Plano Piloto e Cidades Satélites do Distrito Federal com extensão para todo o território nacional, onde couber;
e- Incentivo através de redução na base de cálculo de tarifas de água, esgoto e IPTU por cada m² de horta orgânica permanente em solo previamente revitalizado e mantido.
- RESULTADOS ALMEJADOS:
- Redução do lixo orgânico: cascas de frutas, legumes, verduras, folhas verdes e secas que caem das árvores serão transformados em adubo, através das composteiras, reduzindo o volume e selecionando previamente o lixo coletado nas áreas urbanas, onde, segundo estatísitcas, cada habitante adulto produz cerca de 4 kg de lixo orgânico por dia;
- Revitalização dos terrenos contíguos às áreas residenciais: serão reduzidos os efeitos danosos à saúde provocados pela proximidade com metais pesados; haverá melhoria da qualidade do ar, preservação da umidade natural e atratividade para aproximação de pássaros e outros pequenos animais silvestres, recriando ambientes benéficos, onde haverá polenização, reprodução segura da flora e da fauna;
- Colheita manual e utilização doméstica imediata das plantas cultivadas organicamente para chás, temperos e ornamentação;
- Conscientização ambiental e transmissão de valores relacionados à terra e tudo o que nela há; ensinamento de técnicas agrícolas às crianças, adolescentes, empregados domésticos e burocratas, motivados pela participação direta e acompanhamento permanente da atividade;
- Formação de profissionais em agricultura urbana e compostagem, através de aula práticas nas comunidades onde residem, com certificação profissional (modelo SENAR).
- Redução da contaminação dos mananciais, do entupimento de bueiros e alagamentos de ruas nas grandes cidades, através do incentivo à coleta seletiva e solidária de lixo ao redor das residências;
- Redução da incidência de mosquitos da dengue e de outros insetos provocadores de doenças, como ratos, baratas, formigas que, geralmente, são atraídos pelo cheiro do lixo misto;
- Redução da aplicação de inseticidas, que afeta diretamente a qualidade dos alimentos produzidos, provoca a mortandade de pequenos animais silvestres e fragiliza o organismo humano;
- Redução/substituição de conteiners locais, onde o lixo fica exposto nos finais de semana. Fixação de lixeiras para lixo pré-selecionad (ver sistema de coleta em outros países);
- Melhoria das condições de trabalho dos catadores de lixo, que passarão a ter contato físico apenas com o lixo seco;
- Redução/eliminação de lixões a céu aberto;
- Economia/redirecionamento da mão de obra, transporte, combustíveis fósseis, maquinários, enfim toda a estrutura envolvida na coleta, limpeza e tratamento do lixo produzido nas áreas urbanas.
CONCLUSÃO
Horticultura Urbana ou Rural deve ser objeto de atenção e apoio institucional, logístico e técnico, sem burocracia e sem demora, para não comprometer sua viabilidade.
Horticultura é muito mais que um empreendimento comercial, atividade profissional ou rudimentar. É um processo de integração entre seres viventes: humanos, plantas e animais. É um hábito de vida que exige dedicação permanente para se obter resultados a curto, médio e longo prazos, assim como é praticar exercícios, alimentar-se adequadamente.
Águas das chuvas que correm pelo asfalto da cidade arrastam consigo todo o lixo gerado nos centros urbanos, que vão contaminar a água que consumimos nos mananciais dos rios próximos e no subsolo, provocando doenças já erradicadas, alergias e até a morte prematura. Portanto, é urgente que se pense em uma solução de curto prazo para este e outros problema, se quisermos que as duas próximas gerações que chegarão ao planeta nele permaneçam em condições adequadas de sobrevivência e longevidade.
Neste caso, não há milagres à vista. Há que haver ações responsáveis.
Bsb, mai/2011 Sandra Fayad
Tel.: (55 61) 9984-7160
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