domingo, 15 de abril de 2012

CAPIAU NA BIENAL

CAPIAU NA BIENAL


Decidi!
Sou poeta marginal, extra-oficial, capiau.
Minha prosa pode ser que não gostes
É que proseio em versos mal-educados.
Loucura de poeta louco! E daí?
- Dizem que ser poeta não faz mal...
Ah, é? Então eu me visto de "a tal"
E saio por aí, sem respeitar o pardal:
Não me protege na passagem...
Subterrânea!
Atravesso às cegas o Eixão Monumental!
Por cima!
E descubro que do lado de lá
Rolando está...
mais uma bienal...
Agora é oficial, internacional!
14/04/2012
VÍDEO K-7
 Sandra Fayad 

Se hoje poucos recursos tenho, 
menos os tive no passado.
Era tão menos que já nem me lembrava...
Bastou um vídeo k-7 regravado,
E o encontro com a saudade exposta,
Descrita na inocência bem cuidada;
Bastaram alguns minutos de nostalgia
Para encontrar a resposta válida:
O parâmetro não é o pouco que tenho,
Não é o menos de tive ou que fiz
O parâmetro é tão somente o que sinto
O que faz de mim um miserável
ser feliz.

Bsb, 15/04/2012

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Bienal Brasil do Livro e da Leitura

De 14  a 23 de abril de 2012, na Esplanada dos Ministérios. A estrutura coberta de 14 mil metros quadrados, dividida em quatro pavilhões, com 157 expositores, sessões de autógrafos, exibição de peças e filmes, seminários, debates, palestras e shows de música popular brasileira se prepara para receber 500 mil pessoas. Entrada é franca.  Fui convidada para participar através do Sindicato dos Escritores, mas estou desanimada. Acho que o evento foi preparado para autores de fora do DF. Para nós é mais ou menos oferecido aquele convite carioca:  Apareça lá em casa,... sem dar o endereço. Não gosto da ideia de ficar batalhando para mostrar meu trabalho. Pretendo ir ver o espaço e se realmente há um público interessado. 

quinta-feira, 12 de abril de 2012

GDF - Concursados

Não sou servidora do GDF, mas conheço muitos servidores da ativa, aposentados e concursados.
Fiz alguns concursos públicos nas décadas de 60/70. Em todos eles as provas eram datilografadas, as respostas eram manuais, as correções e os resultados eram apurados e divulgados manualmente, assim como eram também os votos dos eleitores. Mas naquela época nós podíamos confiar no Estado, porque os melhores candidatos apareciam nas listas de aprovados em ordem decrescente e eram nomeados na sequencia  de aprovação, do primeiro ao último lugar, dentro do prazo de validade do concurso. Nunca desconfiávamos da lisura do processo seletivo. Não havia contratações paralelas como ocorre hoje e nem insegurança durante e após o certame.
Tenho visto muita insatisfação das pessoas, principalmente por parte dos jovens, que querem entrar ou melhorar sua performace no mercado de trabalho. Em Brasília e em muitas outras cidades, a oferta de trabalho  em empresas privadas praticamente inexiste, levando os jovens a buscar o setor público, que oferece vagas através de concursos públicos. Os editais dos concursos são complexos, difíceis de interpretar. O programa enorme e com tópicos de avaliação subjetiva, deixando o candidato inseguro antes mesmo da inscrição prévia. As taxas, muitas vezes, exorbitantes e as exigências exageradas já tiram muitos da competição, caracterizando discriminação tácita.
Nos anos 60/70, estudávamos bastante para sermos aprovados. Eu fui aprovada em todos os concursos a que me submeti. Mas, durante a fase preparatória para a realização das provas, vivíamos normalmente, trabalhávamos, comíamos, dormíamos e, nos fins de semana, saímos para nos divertir .
Depois de aprovados, éramos convocados em ordem de classificação, tomávamos posse em nossos cargos e éramos respeitados pelo setor público, convencido que estava de que ali estavam os melhores em conhecimento e habilidades para aquele cargo.
Hoje, os jovens massacrados pela competição, "se matam" de estudar, abrem mão de tudo (trabalho, escola, família, alimentação, sono, diversão), pagam caríssimo para frequentar cursos preparatórios massacrantes e até adoecem para conseguir vencer todas as etapas impostas para conquistar uma vaga no setor público (como eu disse às vezes por falta de opção). Quando conseguem um bom resultado e são classificados dentro das vagas oferecidas, não há o que comemorar. Daí em diante, paira muita ansiedade, incerteza, estresse, submissão a regras casuísticas criadas no meio do processo, falta de transparência. Aí o concursado vai parar no psicólogo, desanimado, depressivo...fica todos os dias durante horas "navegando" nos noticiários, nos foruns dos concurseiros, numa tristeza de dar dó. Tudo o que ele(a) queria era poder assumir o cargo para o qual foi selecionado, trabalhar através do Estado para a sociedade da qual participa, oferecer seus serviços, conhecimentos, experiências, projetos profissionais  em troca de uma remuneração.
Acho que os gestores públicos deveriam se colocar no lugar dos concursandos e concursados e oferecer a eles o respeito e a dignidade que querem para si mesmos, ao invés de ficarem protelando as nomeações. 
   
Todo o DF sabe e comenta diariamente que o Governo do Distrito Federal está contratando pessoas (não se sabe se são aptas ou não) para exercerem funções próprias de profissionais habilitados em Concurso Público, que deveriam estar ocupando essas vagas. Qual é a explicação do GDF para isso? A população quer saber.
Sandra Fayad